Comunicações adicionais sobre o desenvolvimento do modelo Eitingon

 

Caros colegas,

 

Escrevi-lhes em agosto para informá-los da decisão tomada pelo Conselho anterior de “em princípio, permitir uma frequência de 3 a 5 sessões por semana no modelo Eitingon da IPA”.

 

Em minha comunicação anterior, escrevi que, naquele momento, absolutamente nada mudaria em relação aos padrões mínimos aceitáveis ​​de acordo com as regras da IPA. Também prometi que avançaríamos com um espírito de sensibilidade e transparência, buscando uma solução que procurasse congeminar as diferentes necessidades e realidades.

 

Escrevo-lhes novamente agora para compartilhar o progresso alcançado na reunião do Conselho da dos dias 13 a 15 de janeiro de 2018. 

 

Depois de várias conversas muito abertas e francas, chegamos a uma decisão que, tenho o prazer de dizer-lhes, foi aprovada por unanimidade, ou seja, por todo o Conselho. Os elementos-chave são:

  • Foram aceitas as recomendações do grupo de trabalho para a alteração do Código de Procedimentos. 

Isso significa que qualquer Sociedade Componente que usa o modelo Eitingon de formação e deseja variar o modelo de treinamento de acordo com os novos requisitos de frequência pode agora fazê-lo sem reportar-se a mais ninguém (obviamente, de maneira alinhada com seus próprios processos democráticos).

  • Foi acordado um cronograma para a implementação de um processo de avaliação a ser utilizado quando novos grupos se candidatarem à filiação à IPA. 
  • Será estabelecido um Grupo de Trabalho de Implementação, que deve emitir suas recomendações ao Conselho até janeiro de 2019. Nosso Comitê de Novos Grupos Internacionais (“ING”) terá então 12 meses para desenvolver processos detalhados e apresentá-los para a apreciação do Conselho em janeiro de 2020.

Reconheceu-se que, partindo do pressuposto da aprovação dos mesmos pelo Conselho em janeiro de 2020, o ING normalmente precisaria de 3 e 5 anos para concluir a avaliação completa de qualquer novo grupo sob esses novos procedimentos. Também foi ressaltado que o ING não tem recursos ilimitados: se muitos grupos se candidatarem, o cronograma pode ser ainda mais lento. Em uma reunião subsequente do Comitê Executivo, foi acordado recomendar ao Conselho que este grupo de trabalho também assumisse a responsabilidade pela revisão e formulação de recomendações sobre os Procedimentos de Equivalência.

  • Foi acordada a criação de mais dois grupos de trabalho: um grupo de trabalho para Avaliação Colegiada da Qualidade (CQA) e um grupo de trabalho de Representação. 

A atribuição do Grupo de trabalho para Avaliação Colegiada da Qualidade será “desenvolver propostas para um sistema colegiado de avaliação da qualidade (nome sujeito à recomendação do grupo de trabalho), que deve fornecer um meio para compartilhamento de melhores práticas entre as sociedades, inclusive inter-regionais; envolver-se com todos os modelos de treinamento; e tranquilizar o Conselho (e os Candidatos) de que os padrões de qualidade estão sendo atingidos”. O Conselho julgou ser vital para a IPA ter um sistema único e unificado de avaliação de qualidade que funcionasse para todos os modelos de treinamento e em todas as regiões. 

 

A atribuição do Grupo de trabalho de Representação será “receber representações de partes interessadas e fazer recomendações ao Conselho sobre o que poderia ser um sistema de representação democrática mais justo do que o atualmente em vigor, levando em conta as mudanças demográficas no quadro de Membros da IPA desde que o sistema atual foi implementado; considerando as tendências para o futuro imediato; considerando a aspiração de criar uma quarta região IPA para a Ásia/Pacífico; e considerando o equilíbrio adequado entre Candidatos, Membros, Membros eméritos e Sociedades”.

 

Esses dois grupos de trabalho produzirão relatórios iniciais até junho de 2018 e relatórios finais até janeiro de 2019 (CQA) e julho de 2019 (Representação). 

  • Foi acordado também que, em janeiro de 2019, o Conselho decidirá se deseja formar um novo e último grupo de trabalho para rever os Três Modelos de formação, com o objetivo de “considerar se (e como) medidas mais qualitativas devem ser implementadas e quais outras mudanças, se houver, podem ser desejáveis”. 

Mais informações sobre as atribuições planejadas desses grupos de trabalho e sua composição podem ser encontradas em anexo.

 
Acredito que este desfecho respeita a posição tanto daqueles que querem um plano de ação claro para a mudança, como daqueles que querem tempo suficiente na execução desta decisão para permitir um planejamento efetivo que leve em conta suas próprias circunstâncias. Também deve tranquilizar a todos que os padrões mínimos da IPA estão sendo – e continuarão sendo – atingidos em todo o mundo.

 

Gostaria de agradecer especialmente ao Grupo de trabalho do Conselho e a todos os membros do Conselho de Representantes por seu compromisso de chegar a um desfecho que refletisse a diversidade e os valores compartilhados da IPA.

 

Atenciosamente,

 

Virginia Ungar

Presidente da IPA